Curso de Difusão RAE

Meio Ambiente & Ecologia

‘Como você entende o Meio Ambiente?’ Que consciência, aprendizados, estamos adquirindo do Meiologo rae 1 Ambiente? Estamos realmente no Meio, envolvidos com os desafios, ou totalmente por Fora do ambiente em que compartilhamos o conviver? Podemos escolher a paisagem agrícola à nossa volta? Ao redor de nossa cidade?

‘Nos arraias da Biologia, a palavra “Ecologia” nós a devemos ao cientista Ernst Haeckel, naturalista, que a empregou pela primeira vez em 1866. Pela etimologia, seu significado equivaleria a “Ciência do Hábitat”, pois é o conhecimento do mundo como nossa casa. Diz ele: Diremos, acompanhando a grande maioria dos ecologistas atuais, que a ecologia é a ciência que estuda as condições de existência dos seres vivos e as interações, de qualquer natureza, existentes entre esses seres vivos e seu meio’. (Roger Dajoz. Ecologia Geral, p.13.)

Acredito que a biologia & ecologia são consideradas ciência-mãe; ciências ambientais que inicia-se no ‘conhecimento da casa’ (do grego: oikos, casa + logia, tratado ou estudo). Dessa casa (em particular de cada indivíduo) que possui uma localização (bairro..) é inserida num Hábitat, onde tudo que vai a nossa volta, Ambiente, para o considerarmos um Meio de qualidade e abundância de se viver, necessita-se vincular não só a ‘alfabetização ecológica’ mas a participação concidadãos, nas questões de saneamento, água potável, preservação sócio-culturais, solidariedade na recomposição e adequação de nascentes, córregos e reservatórios hídricos; questões do lixo (políticas reversas), ocupações de praças com estética alimentícias, etc.. e assim, para evoluirmos para um novo nível, valorizar zonas Rurais familiares ou não na utilização e manejo dos solos, fechando o Ecossistema! Sua cidade pode ser considerada um Ecossistema?

‘No final do Século XX a humanidade ascendeu algum degrau entre os seres ultrassociais* ao dar-se conta de ser a única espécie capaz de destruir todas as formas de vida existentes no planeta inclusive a própria, mas estão conscientes e desafiados a “…(i) pensar sobre o mundo e (ii) se relacionar um a outro não apenas como seres sociais, mas como agentes morais”.’  Pois é, o tempo já não está para ideias, mas para fatos e atos: Atitudes!

Na luz do conhecimento, adaptando o dito por Bakunin, ‘desenvolvemos no seio da Internacional mais ideias do que necessário para salvar o mundo [como] se as ideias por elas mesmas pudessem salvá-lo, e desafio quem quer que seja a inventar uma nova’.

Um status quo reducionista e tecnocrático conserva a semente do ‘mal’ insistentemente pregando o tal ‘Desenvolvimento’ do Primeiro Mundo, na subtração energética do ‘crescimento’ de nações emergentes (subdesenvolvidas). Tramam a trama na publicidade – consuma..; misturando substâncias xenobióticas (metas e regras Industriais), oxidam políticos, e corrompem o Homo oeconomicus.. Enfrentá-los!! Somente no saber e fazer do Homo oecologicus. Respeitando nossos ancestrais..

Saúde e Educação, garantir de fato, informando de tudo a todos e todas… 

‘O conceito saúde impõe a harmonia das energias em um corpo, o que vale para todo e qualquer ser vivo, ou seja, a máxima higidez no metabolismo, autopoise e imunidade como um sistema aberto de transformação energéticas: Minerais, Fermentativas, Respiratória e outros.’ (Saúde no Solo, biopoder camponês – p. 143 – livro de Sebastião Pinheiro)

É com tal carinho solidário, no  envolver-se nos conceitos de Saber e Fazer, de olhares  que seguem curiosos, descortinando toda beleza do Mundo, e que assim se aprende a ter consciência do Meio Ambiente em que se vive, ao ponto de elevar a saúde dos seres harmoniosos com a Mãe Natureza, que Nós, membros da RAE o convidamos a participar do Curso de Difusão Meio Ambiente & Ecologia, organizado pelo Centro de Promoção da Qualidade de Vida – PromoVi e pela Rede de AgriCultura Ecológica de Araçatuba – RAE.

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CURSO – MEIO AMBIENTE E ECOLOGIA (RAE)

Carga horária: 16 horas
INSCRIÇÕES: R$ 25,00
MENSALIDADE: R$ 50,00 (Acadêmicos e Idosos) | R$ 70,00 (Profissionais e outros interessados)

Faça já sua inscrição através do link: http://goo.gl/NIYcbW
Mais informações: http://goo.gl/py7xtf

Oliver Blanco – Eng. Agrônomo Membro da RAE

*Ecological Economics 95 (2013) 137-147 Methodological and Ideological Options The ultrasocial origen of the Anthropocene J. Gowdy and Lisi Krall, Depto f Econ, State University of NY, USA.

Livro: O Outro Lado do Meio Ambiente – Ávila Coimbra

Alimentação Viva

“Todas as pessoas têm um médico interior. Só temos de ajuda-lo no seu trabalho. A maior força de cura está dentro de cada ser. Nossa alimentação deve ser nosso medicamento. O nosso medicamento deve ser nossa alimentação”. 

Hipócrates – 460 a.C.

O que é uma alimento vivo?

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fonte: YouTube

Fazer com que a extensão destes alimentos vivos, cheguem à mesa de muitas famílias não é uma missão fácil. Não é a toa que a sonhada Reforma Agrária brasileira foi cruelmente abocanhada por grandes interesses econômicos e políticos, e que 11998895_10208425350650433_8954720381140120628_nhoje sabemos, estamos perdendo essa luta: famílias excluídas nos grandes centros urbanos, violência, desinformação; meio ambiente degradado, poluição das águas, perda da genética e diversidade vegetal; doenças aumentado, e Câncer e morte prematura… Perca-se quem puder!

Dependemos de agentes cimentantes neste caos de sociedade, que se encontra hoje aludida por um padrão de consumo alimentar a la bip-bip de SuperHiperMercados, bem distante da terra, fontes que os gerou. Destes agentes cimentantes podemos aconselhar que são: a cooperação, o compartilhar, o envolver-se, a reeducação alimentar participativa e de troca de vivências (Mutirões); da economia solidária e, acredito eu ser o mais importante hoje, cunhado por Fritjof Capra, a alfabetização ecológica, que segundo ele, a “sobrevivência da humanidade dependerá”.

É cada vez mais urgente sairmos de nossa zona de conforto (de frente das telas: tv, computadores, etc..) e botar a mão na terra! Compartilhar juntos atitudes de Semear, Plantar, Cultivar e Cuidar do próprio alimento é de uma nobreza tamanha e imensurável de respeito ao Planeta Vivo – mãe Terra – eficaz para garantir às próximas gerações a co-evolução necessária para o próximo século. – Noosfera, a segunda pele do Planeta! Ultrassocial

Nesta toada, a Rede de agriCultura Ecológica – RAE, apoia o evento sobre alimentação viva!

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Venha aprender tudo sobre ALIMENTAÇÃO VIVA com um dos maiores mestres da atualidade! Informação de vanguarda de primeira qualidade para sua saúde e para sua vida profissional! E aí, que tal tomar um SUCO VERDE com DR. ALBERTO GONZALEZ?

Você terá esta oportunidade no dia 05/12, no UniSALESIANO em ARAÇATUBA, onde ele dará palestras e oficina de ALIMENTAÇÃO VIVA!

Inscrições: (18)99630 1671(vivo) ou (18)98118 7535 (tim/whatsapp) ou sucoverdevivo@gmail.com

Você quer comer sem culpa, coisas gostosas e ainda por cima que melhoram sua saúde? Conheça a Alimentação Viva! E veja esta reportagem super bacana da TV Record, com o Dr. Alberto P. Gonzalez!

Para vê-lo ao vivo e aprender um pouco mais, participe do Evento com ele, em Araçatuba, no UniSalesiano, dia 05/12, com palestras e oficina (com certificado), coffee-break saudável, sorteio de livro autografado e outras surpresas! Imperdível!

Confira outros vídeo do YouTube com o Dr. Alberto Gonzales:

Inscrições: (18)99630 1671(vivo) ou (18)98118 7535 (tim/whatsapp) ou sucoverdevivo@gmail.com

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Contribuiu, Oliver Blanco – Eng. Agrônomo @extensionista – membro da RAE.

Em favor da soberania: do conhecimento, das sementes e dos alimentos

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Ativista indiana Vandana Shiva

“vamos celebrar a liberdade e a vida. Que haja menos distância entre quem produz e consome alimentos”.

“A democracia está a seu favor. Comida de verdade é feita por pessoas de verdade que têm necessidades reais”. Esse foi o tom da palestra proferida pela ativista indiana Vandana Shiva, ovacionada durante a quinta Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consan). Há 30 anos à frente de projetos com agricultores familiares na Índia, ela afirma que a agricultura industrial não cuida da nutrição do solo, ao contrário, rouba seus nutrientes. “Cerca de 75% dos solo no mundo está degradado”.  Esse modelo agrícola tem origem na guerra. Os produtos químicos usados como gás venenoso e nervoso para matar pessoas passaram a ser utilizados na agricultura como agrotóxicos. As corporações que traziam toxinas, agora trazem venenos e doenças, conforme sinaliza Vandana.

Em decorrência desse sistema, o qual ela considera “exterminador”, a nutrição é roubada na sua diversidade, ao reduzir o número de espécies cultivadas. Mais de dez mil cultivares foram substituídos por trigo, milho, soja, algodão transgênicos. Vandana avalia que a introdução das sementes geneticamente modificadas ampliaram as chances de lucro das empresas que controlam a produção, a distribuição e o consumo de alimentos. “Temos que lutar pela liberdade dos agricultores. Na Índia, resistimos às leis que violariam os direitos às sementes verdadeiras, crioulas”, explica, e cita que em seu país foram criados cerca de 120 bancos de sementes livres de contaminação por agrotóxicos e transgenia.

Vandana aponta a capacidade de renovação dessas sementes. A semente verdadeira produz e se multiplica. Um só grão é capaz de produzir 1 milhão de outras sementes, que são resistentes à seca. “O modelo de produção agroecológico nos dá nutrição, mas o sistema alimentar industrializado elimina a capacidade de resiliência dos cultivos e a nutrição vai embora. A agroecologia produz nutrição e saúde”, declara.  A indiana cita que a intolerância ao glúten é causada pela agricultura industrializada. “O cruzamento de espécies é que gerou essa intolerância”, completa. Em busca de sementes mais resistentes, a saúde do solo e dos cidadãos não são preocupações das grandes empresas, que detêm os royalties das sementes patenteadas em laboratório.

O xarope de milho rico em frutose é um desses produtos utilizados em grande escala pela indústria alimentícia, como a coca-cola, que aumenta consideravelmente as possibilidades de lucro e é um desastre para a saúde. “Esse tipo de açúcar, matéria-prima barata para os fabricantes de alimentos, aumenta o nível de insulina, que prova a incidência de diabetes; e a reduz a leptina, um regulador natural do apetite. Com isso, o cérebro envia mensagens de que ainda está com fome, pois perde a referência que o regula. O resultado é o vício por mais produtos alimentícios cada vez mais doces. “Temos que eliminar o xarope de milho de alta frutose”, convoca a ativista e completa: “o alimento que é fonte de saúde é a comida de verdade. A comida falsa é fonte de doenças”.

Da monocultura da produção, a ativista conclui que há uma monocultura da mente. Ela aponta que 70% dos alimentos produzidos no mundo é proveniente dos pequenos agricultores. E adverte que o Brasil, segundo maior produtor de sementes transgênicas, corre o risco de se tornar a república da soja. Depois de comentar sobre a transgenia, Vandana apontou uma nova etapa da mercantilização da comida: alimentos biofortificados. A degradação e desmineralização do solo, provocadas pelo uso de agrotóxicos, são compensadas com a introdução de micronutrientes nas sementes. Com isso, ocorre um desequilíbrio na estrutura da planta que recebe doses desproporcionais de mais ferro e betacaroteno, por exemplo, para corrigir mais um problema que a tecnologia aplicada à produção de alimentos causou. Vandana chama essa produção de alimentos irreais ou pseudoalimentos. “Temos que desafiar as falsas soluções para acabar com a fome e promover alimentação de qualidade. O tema dessa conferência tem um importante significado para o mundo. Os alimentos corrompidos pelo uso de agrotóxicos, transgênicos e biofortificação são a base das epidemias e doenças em nível global”. A biofortificação falhou na Índia, com o arroz dourado, e foi rejeitada nas Filipinas. “A atuação da Fundação Bill e Melinda Gates, responsáveis pela disseminação dessa tecnologia, é criminosa”, afirma.

Vandana conclui que existe uma falta de liberdade de escolha, pois o estilo de vida baseado em ultraprocessados é uma imposição desse contexto de produção de alimentos como mercadorias. “Quem seria tão tolo de escolher alimentos que matam?”. Sua resposta é que “não podemos ter um país livre da fome enquanto depender das tecnologias da Monsanto (principal produtoras de agrotóxicos e sementes transgênicas)”. E conclama à soberania: do conhecimento, das sementes e dos alimentos. “A liberdade é preciosa demais. Não pode ser definida por grandes corporações e acordos internacionais. Querem criminalizar nossa liberdade com um sistema alimentar desonesto, antidemocrático e mentiroso”. A ativista encerra sua participação na Consan com um convite: “vamos celebrar a liberdade e a vida. Que haja menos distância entre quem produz e consome alimentos”.

Antes de regressa para Índia, Vanana deixou um pensamento-pimenta para a campanha Comida é Patrimônio. Em breve, compartilharemos sua contribuição para a campanha organizada pelo Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN).

Fonte: FBSSAN – Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

Contribuiu: Oliver Blanco – Eng. Agrônomo – @extensionista e membro da RAE.

Logo e Mutirão da RAE

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A RAE precisa ter um logo. Acreditamos..

Para isso pedimos a contribuição a todos/as do bem que bate e participa dos encontros mensais, reuniões e Mutirões.. Também queremos que seja livre a expressão, impressão, opiniões e ideias para a futura imagem da RAE.

Desenhistas, artistas, pintores, publicitários, crianças – principalmente! – os photoshops, Corel draws da vida, quem manja,RAE_Caio Eneas claro! – e outros seres sencientes de plantão como também Escolas e Colegiais que seguem toda essa dinâmica de passar um sábado – sabadão Atitude! – junto ao entender de costurar toda essa colcha de retalhos: minerais, matéria e energia (alimentos de todos os seres); conexão, risos e suor, na defesa de uma campo e cidade livre de produtos xenobióticos.

A ideia é um logo simples, forte, e que representa a união campo & cidade diante dos desafios com o meio ambiente, água, solo, ar, florestas, biomas, alimentos e Planeta Terra!

A RAE teve a sua primeira reunião no dia 2 de abril de 2014, logo a posterior o seu primeiro Mutirão (‘Mutirão Fosfito’ e altAu5jkZqn8HWDg8mYejkPP3a7ZxdXSZzPNLz2x6tyAgzTtambém, data do ato livre: Marcha contra a Mosanto) no dia 24 de maio do mesmo ano. Portanto, no dia 2 de abril de 2016 a RAE completará 2 anos!!! Uia

Parece logo ali, mas que tal lançarmos o logo mais votado nesta data!? Data na qual iremos comemorar!!

Fiquem com dois convites:

Participar do concurso da RAE na apresentação do seu logo e também do Mutirão amanhã (26).

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Para o mutirão de amanhã, final de lua crescente para cheia, dia de semear, plantar.. sendo favorável para plantas de folhas e raiz para a reforma de canteiros.

Acredito que uma conversa sobre Agrofloresta que estenda a identificação das árvores no momento do plantio, seria os participantes abordar e saber qual tipo e características de árvores estão plantando dentro da sucessão florestal: espécies pioneiras,espécie secundário, ou se é plantas de espécie climácicas.

A pioneiras possuem vida curta entre 6 a 15 anos, madeira leve, crescem rápidas, logo promovem o sombreamento; sementes pequenas de fácil dispersão. Secundárias vida mais longa 15 a 50 anos, para regenerar necessita de mais sombra e é de crescimento mais lento. Climácicas a longevidade passa dos 100 anos, madeira pesada frutos grandes dispersos geralmente por animais, árvores de grande porte, tolerantes ao sombreamento constituindo a flores clímax.

Outra conversa são os bens e serviços das árvores e florestas (aspectos ecológicos, econômicos e sociais) Questões também em como conciliar regenerações e conciliar a produção de alimentos, frutos e hortaliças na sintrópica sucessão florestal. Agrofloresta, SAF, Quintal Agroecológico, e diá!!! Vai floresteiros e floresteiras, amolem o facão segure ele na cinta, vai damas e senhoritas, semear a semente – pequena matéria que carrega a energia maior.

Excelente maravilha de mutirão!

Abraços

Oliver Blanco

‘Comunico-me sem apegos e descubro a harmonia de evoluir da Terra’

Confira alguns logos que já surgiram…

Logos da RAE

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Projeto Morada São Francisco

Morada São Francisco

Morada São Francisco

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O projeto Morada São Francisco nasceu da necessidade de ocupar uma porção de terra que está sobre nossa influência e, segundo nossa ética ambiental, fazê-la produzir de maneira sustentável.

Outras necessidades e novas ideias se incorporaram nesse desenrolar do trabalho, e desse bojo imprescindível germinou a Rede de AgriCultura Ecológica – RAE, com representatividade local e regional. Hoje, com os mutirões, o projeto cresce, toma corpo e amplia a rede.

Alimentos remineralizados e orgânicos

Alimentos remineralizados e orgânicos

A busca de alimentos mais democráticos (autocertificados pelos participantes da RAE), em que todos e todas tenham acesso, dentro dos princípios da economia local e solidária, livre de produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente,  é a bandeira que içamos no alto de nosso compromisso. Hoje, mais presente que a motivação original.

Nossa área é extensa, e grandes também são os desequilíbrios ambientais encontrados em seu interior, e isso já era esperado. Por conta disso, obedecemos os princípios da vida e as leis que a natureza nos impõe. Estão entremeadas e não conseguimos pensar diferente, o que nos fez optar pelo inicio em um pequeno pedaço do todo e deixar a vida se propagar, e assim vem sendo feito.

Horta ecológica do Morada São Francisco

Horta ecológica do Morada São Francisco

Das energias que compartilhamos nos mutirões – cuidados com a terra, produção do próprio insumo, plantios… – frutificou uma pequena produção de alimentos orgânicos/ecológicos que precisamos colocar à disposição de quem queira consumi-los, para, com os recursos obtidos da venda, dar continuidade ao projeto.

Nossa proposta não é mercadológica, o que nos fez escolher pelo comércio justo e solidário, oferecendo alimentos de forma democrática dentro de nossa dedicação ao trabalho, ajustando nossas expectativas com as necessidades das pessoas que queiram participar deste processo de extensão da vida.

A proposta ainda não está fechada, por isso, gostaríamos primeiramente de saber quem queira se alimentar e fazer parte da aquisição de nossos produtos.

Como chegar ao Morada São Francisco

Como chegar ao Morada São Francisco

Pedimos que entrem em contato por e-mail, ou inbox pelo Facebook ou qualquer que seja a mídia. Encarecidamente pedimos também que nos ajudem na divulgação de nosso trabalho. Estamos prontos para esclarecimentos e recebê-los aqui no Morada São Francisco, de porteiras abertas para as famílias que se façam do bem. Sejam todos bem vindos…

Contatos:

Morada São Francisco – Aderbal Neves -Celular: (18) 98136-4383

E-mail: aderbalneves@hotmail.com

RAE – E-mail: rededeagriculturaecologicaata@gmail.com

Celular: (18) 99693-6466

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”

São Francisco de Assis

por

Aderbal Neves – Ambientalista / Membro da RAE

Oliver Blanco – Eng. Agrônomo / Membro da RAE

Primeiro curso de Permacultura em Araçatuba

Permacultura RAE

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Em algum lugar da Austrália, um aborígene sobrevivi em condições de pouquíssimos recursos, e no entanto, transmite às gerações futuras, 40 mil anos de história. Cultura de deserto; cultura indígena, e um planejamento permanente que se dá de acordo com os recursos disponíveis no local, sendo o ponto chave para a sobrevivência, a total integração ao ambiente hostil. Autopoiese da geodiversidade da terra, co-relacionada entre animais, pouca vegetação e o Ser senciente intervindo com a leve noosfera. Antroposfera!

O que estaria a pensar uma aborígene australiano sobre o Brasil? O que pensaria à respeito de toda essa biodiversidade de biomas e Florestas? Acredito que nos perguntaria: ‘o que vocês tem feito pela Amazônia?’

Para os participantes do primeiro curso de Permacultura em Araçatuba, creio, que a resposta estaria dentro de cada um, sendo uma questão de atitude. Para os arquitetos do curso, também, uma quebra de paradigmas. Quando paradigmas são quebrados a ciência evolui.

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Marcelo Bueno orientando a construção de um forno de Cob

O curso realizado nos dias 15 e 16 de agosto, foi facilitado pelo bioarquiteto e permacultor Marcelo Bueno, no espaço verde da Secretária Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMMAS). A Tulha deu o ar colonial e o conforto.

Marcelo aglutinou ‘argila, areia, capim e água’ aos movimentos de cultura permanente, ecologia profunda, agricultura orgânica e futuros Saraus de economia solidária; movimentos de proteção das águas e árvores, de universidades populares, de filosofia extensionista e por uma alimentação democrática e livre de agentes xenobióticos. Uma futura Araçatuba é necessária e possível de ser pensada..

Observador senciente pelo mundo, buscou extensões e aprendizagem ativas, multiplicadas e concretizadas nos trabalhos da Morada Viva, projeto que conta com a sua participação.

Atividades de bioconstrução com a terra crua foram ensinadas, como: a confecção de um forno para pizza feito com a técnica de Cob; a fabricação de tintas à base de terra, com pigmentos naturais; técnica da massa fina de reboco, com terra; apresentação da técnica de Superadobe – construção com sacos de polipropileno, tipo Rafia; técnica de fazer tijolos de adobe, entre outras.

Na bagagem, além de uma boa prosa sobre a permacultura no mundo, planejou a construção de uma casa sustentável em energia e água, com dinâmica prática em grupo e a seleção de materiais locais – onde encontrar; empresas que vendem…  Buscou também, aspectos que podemos mudar em nossa casa, atentando-se para o planejamento dos gastos em energia, entre outros.

Claro! A mão na massa aconteceu.. e os pés também.

Carlos Aranha empolgadíssimo!

Carlos Aranha empolgadíssimo!

Para os participantes e novos interessados no estudo e aprofundamento das técnicas de bioconstrução em Araçatuba, um grupo foi criado para ampliar o envolvimento. Sugerida pelos participantes do curso, o grupo de estudo germinou e logo teremos mais informações e encontros para debater a ética planetária contida na flor da Permacultura.

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A Rede de AgriCultura Ecológica _ RAE é parceira e parabeniza a Denize Ban Nin – Suco Verde – pela iniciativa, como também o apoio institucional dado pela SMMAS ao evento.

Contribuiu _Oliver Blanco

Mídia independente da RAE